O Tribunal do Júri absolveu, nesta quinta-feira (30), os policiais militares Renato Torquatto e Robson Noguchi, acusados de matar a tiros o jovem Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos. O caso aconteceu em 10 de julho de 2025, na comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.
Em nota, a defesa da família de Igor Moraes, os advogados Wilson Zaska, Jonatha Carvalho Matos e Gabriela Amoras, informaram que pediram a revisão da decisão. A defesa acredita que a decisão é contrária às provas produzidas no processo.
O julgamento dos policiais começou na última terça-feira (28), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona Oeste da capital paulista.
Em julho de 2025, o Ministério Público por intermédio de três promotores de Justiça do IV Tribunal do Júri da Capital, ofereceu denúncia contra quatro policiais militares envolvidos no episódio que resultou na morte de Igor.
Poucos dias depois, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia e tornou os policiais réus.
A CNN Brasil solicitou nota para a defesa dos acusados e aguarda retorno.
Câmeras corporais
Na época, as câmeras corporais dos policiais militares não teriam sido acionadas por eles e sim por outro agente que estava próximo da ação, segundo uma fonte da PM, ouvida pela CNN Brasil.
Quando o agente acionou o equipamento, todas as bodycams próximas, em um raio de 20 metros, teriam ligado automaticamente por bluetooth e retrocederam 1 minuto e 30 segundos, armazenando todo o material.
