Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionam a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou nesta 5ª feira (30.jul.2026) a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência. A avaliação é que o mesmo tratamento não foi dado ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, pela relação mantida com Daniel Vorcaro.
Citam registros de áudio e mensagens no WhatsApp que mostram que Flávio negociou com o fundador do Banco Master o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Há questionamentos sobre a ausência de medidas cautelares contra o senador fluminense e que, dessa forma, há uma “blindagem” ao principal adversário de Lula nas eleições de 2026.
No entendimento de governistas, há provas que justificam uma medida preventiva no caso atrelado a Flávio. Também minimizam impacto sobre a campanha eleitoral de Lula ao dizer que não há qualquer atitude suspeita do petista.
Ao mesmo tempo, apontam que a autorização à PF mostra haver uma independência da corporação. Que não há qualquer interferência de Lula na corporação e que isso os difere do governo Bolsonaro, por mais que não concordem com a decisão de Mendonça.
SOBRE O PEDIDO DA PF
Lulinha é suspeito de tráfico de influência e corrupção em articulações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
