As importações europeias de petróleo do Brasil e da Guiana cresceram aproximadamente 20% no acumulado de 2026 até 28 de julho, à medida que refinarias do continente aumentam a preferência por barris latino-americanos mais baratos em substituição a cargas da África Ocidental, afirmou Lina Bulyk, responsável pela precificação de petróleos da consultoria Argus em Londres.
Segundo dados da Argus, as importações europeias de petróleo de ambos os países somaram em média cerca de 1,035 milhão de barris por dia (bpd) neste ano até 28 de julho, contra 865 mil bpd no mesmo período do ano passado.
No caso do Brasil, as exportações para a Europa somaram 478 mil bpd, alta de 8,6% na mesma comparação, enquanto a Guiana vendeu 557 mil bpd, avanço de 31%.
“O petróleo brasileiro está cada vez mais atraente para refinarias europeias, oferecendo uma alternativa mais barata ao produto da África Ocidental em um momento em que os compradores buscam diversificar fontes de suprimento e proteger margens de refino”, disse Bulyk à Reuters, pontuando que a commodity da América Latina é “consideravelmente” mais barata do que a da África Ocidental.
A especialista explicou que a diferença de preços reflete, em parte, características de qualidade dos diferentes tipos de petróleo. Os petróleos da África Ocidental costumam apresentar maior rendimento de derivados de valor agregado e menores teores de contaminantes, disse ela.
