A Vale registrou lucro líquido de US$ 1,375 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 35% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a mineradora, o resultado foi pressionado principalmente pela marcação a mercado de derivativos, pelo aumento dos tributos sobre o lucro e por despesas não recorrentes.
Apesar da queda no lucro, os indicadores operacionais avançaram. A receita líquida cresceu 19%, para US$ 10,498 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 9%, para US$ 3,676 bilhões.
O desempenho foi impulsionado por preços realizados mais altos e pelo crescimento dos volumes vendidos em todos os segmentos. As vendas de minério de ferro avançaram 3%, enquanto as de cobre e níquel cresceram 10% e 7%, respectivamente.
O segmento de metais básicos foi um dos principais destaques do trimestre. A receita da divisão aumentou 42%, para US$ 2,610 bilhões, e o Ebitda ajustado avançou 79%, para US$ 1,289 bilhão.
No cobre, o Ebitda cresceu 91%, para US$ 1,026 bilhão, favorecido pela alta dos preços e pela redução dos custos. No níquel, o indicador avançou 46%, para US$ 294 milhões.
Já o Ebitda do negócio de minério de ferro cresceu 3%, para US$ 3,056 bilhões. Os efeitos positivos dos maiores preços e volumes foram parcialmente compensados pela valorização do real e pelo aumento dos custos de frete e combustíveis.
