A Itália avalia suspender o espaço Schengen (zona de livre circulação que permite viajar entre os territórios sem controle de fronteiras internas) com a Espanha como resposta à crise migratória em Ceuta. A decisão foi anunciada nesta 5ª feira (31.jul.2026) pela primeira-ministra Giorgia Meloni (Irmãos da Itália, direita), depois da chegada em massa de jovens marroquinos à cidade espanhola.
A possibilidade faz parte de um conjunto de medidas que o governo italiano considera adotar para reforçar o controle de fronteiras.
Em seu perfil oficial no X ela afirmou: “Estamos convocando os órgãos competentes, e ao final dessas reuniões estamos prontos para intervir também com instrumentos extraordinários para defender as fronteiras e a segurança dos cidadãos, como a suspensão do espaço Schengen com a Espanha”.
Os países que fazem parte da zona Schengen permitem viagens sem verificação de identidade nas fronteiras.
Já sobre a “emigração clandestina” ao país, Meloni afirmou que a Itália não irá “recuar um milímetro”. “Defender as fronteiras, deter os traficantes de seres humanos e garantir repatriações eficazes continuará a ser a linha deste governo”, afirmou.
A travessia a Ceuta
A declaração se deu depois da chegada de jovens marroquinos a nado ao território de Ceuta. A emissora estatal espanhola TVE (Televisión Española) estimou que ao menos 1.500 jovens participaram da travessia e 10 morreram tentando.
