Em decisão proferida nesta 5ª feira (30.jul.2026), a juíza Larissa Gaspar Tunala, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, homologou o plano de recuperação extrajudicial do Grupo Raízen, chancelando a reestruturação de R$ 65,14 bilhões em créditos financeiros quirografários. Leia a íntegra da decisão (PDF - 323 KB).
Com a sentença, os termos negociados passam a vincular a totalidade dos credores abrangidos pela proposta, incluindo aqueles que não aderiram formalmente ao acordo.
A proposta original havia sido apresentada à Justiça em 10 de março de 2026 com o apoio de 47% dos credores. Ao longo do processo, o plano alcançou a adesão de 81,6% dos créditos sujeitos, superando com folga o quórum exigido pela Lei de Falências e Recuperação de Empresas.
A juíza destacou em sua decisão que o edital do processo decorreu sem qualquer contestação ou impugnação formal por parte dos credores, o que reforça o caráter consensual das negociações conduzidas pela companhia e o alinhamento com os principais atores do mercado.
A crise que levou o grupo a buscar a recuperação foi desencadeada por uma combinação de fatores.
