O Comitê de Política Monetária (Copom) deve seguir com o ciclo de redução da Selic, mas sem se comprometer com os próximos passos, diante de um segundo semestre mais desafiador para a política monetária, diz a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.
Ela espera que o Copom promova novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa, para 14% ao ano, na decisão do dia 5 de agosto. O fim do processo de flexibilização monetária está próximo, pondera.
A autoridade monetária tende a manter uma comunicação que preserve o grau de liberdade para reagir ao ambiente econômico, acrescenta ela, em entrevista ao Capital Insights, programa em parceria da Broadcast com o CNN Money, que vai ao ar hoje, às 19h.
Na leitura da economista, o câmbio “bem comportado” ajudou o Banco Central na condução da política monetária até o momento, mas o risco é uma eventual piora da cotação contaminar expectativas de inflação e dificultar o trabalho do Copom.
Apesar do avanço das taxas de inflação implícitas nas NTN-Bs, Abdelmalack diz que não vê uma alta da Selic em 2026, embora reconheça que o ciclo eleitoral deve trazer volatilidade e pode elevar prêmios de risco no mercado, especialmente se houver uma piora de percepção.
Riscos
Ela ressalta que o cenário fiscal continua a ser um fator de pressão relevante: a percepção de política fiscal expansionista pesa na curva de juros e leva o investidor a exigir prêmios de risco.
