A fragmentação do comércio internacional e o avanço do protecionismo representam oportunidades para o agronegócio brasileiro ampliar sua presença no exterior. O diagnóstico foi feito nesta 5ª feira (30.jul.2026) no evento Outlook Agro Brasil, promovido pela ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária).
O encontro, mediado pelo consultor Alex Ferraz, reuniu representantes do governo e do setor privado para traçar as estratégias de expansão das exportações.
ACORDOS COMERCIAIS
A parcela do comércio brasileiro coberta por acordos preferenciais, ou seja, tratados entre países que reduzem ou facilitam impostos de importação apenas entre os participantes, saltará de 12% para 31%.
O crescimento é impulsionado pelos acordos do Mercosul com a União Europeia, que estão em vigor provisório desde 1º de maio, com a Efta, em fase final de ratificação, e com Cingapura, válido a partir de 1º de agosto.
A Secretária de Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Tatiana Prazeres, destacou que o momento global de instabilidade é uma janela histórica para o Brasil fortalecer laços comerciais. “A fragmentação deve ser respondida com diversificação, e não com isolamento”, disse.
