A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para abrir um inquérito investigativo contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A suspeita envolve a prática de tráfico de influência e corrupção em articulações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
O requerimento foi enviado ao STF na 6ª feira (24.jul.2026) e distribuído na 4ª feira (29.jul) ao ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura fraudes nos descontos associativos do INSS. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo Poder360.
Caberá ao ministro decidir se autoriza ou não a abertura formal do novo procedimento investigativo.
De acordo com as apurações da Polícia Federal, os investigadores buscam apurar se Lulinha exerceu influência indevida junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência da República para favorecer a liberação e comercialização de canabidiol medicinal em programas governamentais.
Suspeitas sobre a atuação no mercado de cannabis
Os investigadores apontam que Lulinha atuou no ramo em parceria com a empresária Roberta Luchsinger. A suspeita é de que o grupo tenha trabalhado em favor da empresa World Cannabis, ligada ao Careca do INSS.
O documento enviado pela PF ao Supremo informa que foram identificados pagamentos do lobista para a RL Consultoria, empresa de Roberta Luchsinger.
