A Guerra do Paraguai, travada entre 1864 e 1870, foi o maior e mais sangrento conflito armado da América do Sul. O embate colocou o Paraguai contra a aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai, e voltou aos holofotes depois de ser citado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na 6ª feira (24.jul.2026), o que abriu uma tensão diplomática, com críticas do Congresso paraguaio.
As causas do conflito são objeto de diferentes interpretações históricas. Envolvem disputas territoriais e pela influência política na Bacia do Prata, além da intervenção brasileira na guerra civil do Uruguai.
O tema é especialmente sensível no Paraguai. Mais da metade de sua população morreu, principalmente homens. O desequilíbrio demográfico comprometeu o desenvolvimento nacional do país nas décadas seguintes.
A GUERRA
O conflito foi travado de 13 de dezembro de 1864 a 1º de março de 1870, terminado com a morte do presidente paraguaio Francisco Solano López.
O estopim foi uma disputa política interna do Uruguai, entre o Partido Nacional, que governava sob Bernardo Prudencio Berro, e o Partido Colorado, liderado pelo general Venancio Flores.
O governo uruguaio mantinha aliança estratégica com o Paraguai, garantindo a este uma saída ao mar, ainda que os paraguaios utilizassem o porto de Buenos Aires para acessar o Atlântico.
Com apoio brasileiro, o opositor Flores liderou uma revolução para derrubar Berro.
