O Palácio do Planalto sinalizou que não deve responder às críticas de políticos paraguaios -incluindo do vice-presidente do país, Pedro Alliana- sobre a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da Guerra do Paraguai.
A avaliação é que o debate não deve receber tanto peso. O caminho que pode ser adotado é o da diplomacia: caso Lula fale publicamente, deve reforçar que gosta do povo paraguaio e que essa questão não deve atrapalhar a relação entre os 2 países.
Em 24 de julho, em visita do petista à fábrica da Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), o presidente defendia o aumento no investimento na área da defesa e das Forças Armadas brasileiras quando mencionou que o Brasil foi “invadido” pelo Paraguai.
“Qualquer dia um ou outro resolve invadir o Brasil. O Paraguai um dia invadiu o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Para fazer coisa boa, o cara tem que pensar, mas para fazer loucura, o cara não precisa pensar”.
Assista ao momento (1min31s):
A declaração do presidente causou desconforto com o governo e Congresso paraguaios: o tema é sensível no país. Por esse motivo, o embaixador brasileiro no Paraguai, José Antonio Marcondes de Carvalho, foi chamado para uma reunião na 6ª feira (31.jul.2026).
