O CEO da, Mark Zuckerberg, afirmou que os Estados Unidos não devem proibir modelos de inteligência artificial chineses para ganhar vantagem na corrida global pelo setor. Em entrevista ao Financial Times, publicada na 4ª feira (29.jul.2026), ele alertou para o risco de “captura regulatória” por parte dos grandes laboratórios americanos de IA, o que poderia sufocar a concorrência interna.
A declaração veio logo depois de os EUA anunciarem que a Casa Branca vai investigar o roubo de propriedade intelectual de seus modelos de IA. A China, por sua vez, afirma que as sanções norte-americanas às suas desenvolvedoras são uma tentativa de dominar a tecnologia.
Para Zuckerberg, vetar IAs chinesas de ponta no mercado dos EUA não seria “uma solução eficaz”. A avaliação foi feita no contexto das ameaças de Washington de sancionar laboratórios chineses por suposto roubo de propriedade intelectual.
Essa disputa sobre os modelos de IA foi desencadeada pelo lançamento do Kimi K3, da startup chinesa Moonshot AI, em 17 de julho. O modelo chinês faz frente às versões mais atualizadas do Claude, da Anthropic, e do ChatGPT, da OpenAI.
Alguns executivos da Anthropic declararam que a empresa chinesa estava “destilando” modelos norte-americanos, uma técnica na qual um modelo de IA é treinado usando os resultados de outro, durante o desenvolvimento do Kimi K3. A Moonshot negou.
