A combinação entre tensões geopolíticas, mudanças nas políticas de biocombustíveis e riscos climáticos deve continuar moldando os mercados agrícolas globais na safra 2026/27.
A avaliação é do economista-chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Justin Benavidez, apresentada nesta quinta-feira (30), durante a primeira edição do Outlook Agro Brasil, em Brasília.
Segundo o economista, apesar do ambiente de incertezas, a demanda mundial por alimentos permanecerá firme, sustentando as perspectivas para a produção global de grãos e proteínas animais. Ao mesmo tempo, decisões políticas e conflitos internacionais terão peso crescente na formação dos preços das commodities.
Entre os principais fatores de risco apontados pelo USDA estão a evolução do conflito envolvendo o Irã, uma eventual normalização das exportações pelo Mar Negro, a renegociação do acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá (USMCA), a aprovação da nova Farm Bill americana e a implementação das novas políticas de incentivo aos combustíveis renováveis nos Estados Unidos.
Esses fatores, segundo o USDA, têm potencial para alterar o fluxo do comércio global, a competitividade entre os países exportadores e o equilíbrio entre oferta e demanda de commodities agrícolas, provocando oscilações nos preços internacionais.
