'Efeito China': preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos
Com a concorrência chinesa em ascensão, os lucros em queda e a popularização de veículos elétricos da China, gigantes automobilísticas alemãs planejam dezenas de milhares de demissões e revisão de estratégias.
A BMW anunciou na quarta-feira (29) o corte de até 8 mil postos de trabalho em todo o mundo, tornando-se a quinta montadora alemã a divulgar grandes reduções de pessoal. O setor automobilístico enfrenta crescente pressão da concorrência chinesa, especialmente no segmento de veículos elétricos.
Segundo a empresa sediada em Munique, as demissões afetarão cerca de 5% da força de trabalho global, que soma 154 mil funcionários. A BMW, proprietária também das marcas Mini e Rolls-Royce, afirmou que o impacto será maior sobre as operações na Alemanha.
Embora fosse considerada mais resistente à concorrência chinesa, a BMW alertou no mês passado que suas vendas na China estão caindo acentuadamente. A disputa no mercado de veículos elétricos com as montadoras do gigante asiático diminuíram o poder de precificação da alemã.
Logotipo da BMW em veículo exibido no Salão Internacional do Automóvel de Pequim (Auto China), em Pequim, na China.
Reuters
No ano passado, as entregas de veículos da montadora na China reduziram para o menor nível desde 2017. No trimestre encerrado em junho, o recuo foi de 30% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
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