A Toyota e a Nissan suspenderam temporariamente as operações de suas unidades produtivas no sudoeste do Japão após um terremoto de magnitude 7,1 atingir a região de Kumamoto nesta terça-feira (28). O abalo sísmico, que causou a morte de pelo menos 25 pessoas e provocou destruição em estradas, prédios e na rede elétrica local, passou a gerar reflexos diretos na cadeia de suprimentos da indústria automotiva.
Embora as fábricas das duas montadoras estejam localizadas a cerca de 150 quilômetros do epicentro e não tenham sofrido danos estruturais graves, o desligamento das linhas foi motivado por preocupações com a segurança dos funcionários e por desabastecimento de componentes.
Danificações na infraestrutura da região e interrupções em empresas parceiras inviabilizaram a entrega diária de peças. Segundo relatórios da imprensa especializada internacional, pelo menos dois grandes fornecedores de autopeças instalados em Kumamoto já paralisaram suas atividades por conta do sismo.
A Toyota interrompeu o funcionamento de três fábricas. Inicialmente prevista para durar apenas um turno, a suspensão foi estendida até sexta-feira. A medida afeta plantas responsáveis pela produção de motores, conjuntos propulsores híbridos e pela montagem de veículos da marca de luxo Lexus. A estimativa é de que a pausa resulte em uma perda acumulada de cerca de 5.200 veículos.
