Encontrar uma passagem aérea muito barata após horas de pesquisa na internet pode dar a sensação de ter vencido os algoritmos das companhias aéreas. No entanto, essa vantagem tende a desaparecer à medida que a inteligência artificial (IA) assume um papel cada vez maior na definição das tarifas.
Assim como benefícios que foram sendo eliminados ao longo dos anos, como a franquia gratuita de bagagem despachada, as grandes promoções de passagens estão se tornando menos frequentes.
Companhias, como a Delta, já utilizam sistemas de IA para definir preços, substituindo os analistas humanos que trabalhavam com planilhas e regras fixas, como reajustar as tarifas em 20% quando apenas um quarto dos assentos de um voo estivesse ocupado.
Agora, em determinadas rotas e voos, as empresas aéreas estão recorrendo a plataformas desenvolvidas por startups especializadas para analisar dezenas de variáveis e ajustar, em tempo real, tanto os preços quanto as estratégias de ocupação das aeronaves.
A tecnologia permite precificar cada assento com maior precisão, reduzindo as diferenças de preço que viajantes atentos costumavam aproveitar para economizar.
Seu sistema considera fatores, como oscilações no preço do petróleo, entrada ou saída de concorrentes em determinados mercados, cancelamentos de voos e mudanças na demanda por rotas, para recalcular, em tempo real, o valor das passagens ao redor do mundo;
Outra companhia que aposta nesse modelo é a Volantio, sediada em Atlanta (EUA).
