As contas do governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram um déficit de R$ 48,2 bilhões em junho deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional. No ano passado, no mesmo mês, foi registrado um deficit de R$ 44,2 bilhões.
O déficit do mês passado superou à mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que projetavam um déficit de R$ 45,3 bilhões. O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 2,3 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 50,5 bilhões.
O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 10,3% na receita líquida e um aumento real de 9% nas despesas totais em comparação com junho de 2025.
Segundo o Tesouro, a elevação nas receitas é decorrente, principalmente, do desempenho das receitas administradas pela Receita Federal, que apresentaram uma variação positiva de 10,2% (+R$ 15,1 bilhões), e de uma alta de 23% (+R$ 4,9 bilhões) nas Receitas Não Administradas.
A arrecadação com a Cofins, decorrente do bom desempenho em diferentes setores de atividade econômica, se destacou entre as receitas administradas, além das receitas com o Imposto de Exportação sobre óleo bruto, criado para evitar o desabastecimento e mitigar os efeitos da alta do Brent gerada pelo conflito no Oriente Médio.
