O Governo Central registrou deficit primário de R$ 92,2 bilhões no 1º semestre de 2026. O resultado é maior que o saldo negativo de R$ 11,3 bilhões observado no mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (30.jul.2026) pela Secretaria do Tesouro Nacional. Eis a íntegra (PDF - 1 MB).
No mês de junho, o deficit foi de R$ 48,2 bilhões, ante R$ 44,2 bilhões no mesmo mês do ano anterior. A deterioração das contas no acumulado do ano foi causada por um crescimento das despesas totais (+12,3% em termos reais) em ritmo muito superior ao das receitas líquidas (+5,6%).
GUERRA NO EXTERIOR E GASTOS COM SAÚDE
O resultado do mês foi impactado por um aumento real de 9,0% nas despesas totais, somando R$ 243,4 bilhões. Entre os principais fatores de pressão, destacam-se:
créditos extraordinários - houve gasto de R$ 3,0 bilhões no mês, impulsionado por medidas para mitigar os impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio, com destaque para a subvenção ao óleo diesel rodoviário (R$ 2,1 bilhões);
saúde - as despesas discricionárias na área da saúde cresceram R$ 5,1 bilhões em junho;
benefícios previdenciários - tiveram alta real de 1,9% no mês, refletindo a política de valorização do salário-mínimo e o aumento da base de segurados;
pessoal - o gasto subiu 3,9% acima da inflação devido ao reajuste concedido ao funcionalismo federal em 2026.
No acumulado do semestre, o peso das sentenças judiciais e dos precatórios também foi determinante.
