O novo organograma do PCC mostra não só a estrutura da facção criminosa, mas como ela sofreu uma “mutação” ao longo dos anos, se transformando em uma verdadeira máfia empresarial com atuação multinacional. Isso após sair de um presídio no interior de São Paulo.
Fundado após uma rebelião na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté em 1993, a organização criminosa nasceu a partir da premissa de propiciar o controle da massa carcerária e o monopólio do crime no Estado. Mais de 30 anos depois, a expansão continua com muito mais sofisticação.
Investigadores e especialistas em crime organizado avaliam que o PCC está estabelecido na Europa, principalmente na Itália e em Portugal, e está inserido em um contexto de “geopolítica criminal global” - conforme o assessor jurídico do Ministério de Relações Exteriores da Itália, Giovanni Tartaglia, que reforça a “metamorfose” da facção.
Além da influência na Europa, já existem informações de movimentação financeira da facção nos Estados Unidos, também importando fuzis do país por meio do Paraguai - conhecida porta de entrada no Brasil do tráfico de armas e drogas da facção por ser uma região de Tríplice Fronteira.
Novas logísticas de tráfico e lavagem de dinheiro já preocupam, mas a infiltração na política e ações de inteligência, como monitoramento de autoridades, chamam ainda mais atenção.
