Mais de 1,2 mil funcionários e executivos de algumas das principais empresas de inteligência artificial (IA) do mundo divulgaram, na terça-feira, 28, um manifesto pedindo que o governo dos EUA lidere um esforço internacional para desenvolver ferramentas técnicas e de governança capazes de desacelerar o avanço da IA, caso os sistemas passem a representar riscos que não possam ser controlados. O documento reúne profissionais da Anthropic, OpenAI, Meta e Google DeepMind, empresas que disputam a liderança do setor.
Intitulada “Advancing the Frontier” ("Avançando na Fronteira"), a declaração foi assinada por nomes como o CEO da Anthropic, Dario Amodei, o cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, a cientista-chefe da Meta, Shengjia Zhao, e a chefe de segurança e alinhamento de IA do Google DeepMind, Anca Dragan. Embora o texto não proponha uma pausa imediata no desenvolvimento da tecnologia, ele defende que Washington coordene a criação de mecanismos que permitam reduzir o ritmo da evolução dos sistemas de IA, caso isso se torne necessário.
Segundo Tyler Johnston, fundador do grupo de monitoramento Midas Project, o consenso entre profissionais de empresas concorrentes chama atenção. "É impressionante ver tantos funcionários de diferentes empresas concordando sobre esse ponto. Há muitas rivalidades e desavenças acirradas no setor, então o fato de haver um consenso tão forte sobre isso é um alerta ao qual realmente devemos prestar atenção", afirmou à Fortune.
