O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), disse nesta 5ª feira (30.jul.2026) que o governo “não tem um agente de estimação” ao criticar a predominância da Petrobras no acesso à parcela de gás natural da União proveniente do pré-sal.
O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) aprovou uma resolução que reestrutura a comercialização desse insumo e estabelece leilões organizados pela PPSA (Pré-Sal Petróleo) para ofertar o produto ao mercado. Atualmente, esse gás é vendido à Petrobras por preços baixos e sob contratos antigos. Com a medida, novos agentes terão acesso ao produto.
“Os agentes econômicos, quando procuram um gestor, eles têm que ser tratados como um caminhão de japonês. São todos iguais. Você não tem um agente de estimação”, disse Silveira em evento no Ministério de Minas e Energia depois da aprovação da resolução. A frase usada para explicar seu ponto, no entanto, pode ser considerada xenofóbica ao sugerir que japoneses são “todos iguais”.
Segundo o ministro, a Petrobras não pode receber tratamento diferenciado do governo por ser uma estatal: “Uma coisa é a Petrobras como companhia, que é um dos vários agentes do setor de gás do país. A outra coisa é o governo brasileiro. O governo brasileiro é a ótica do país e não a ótica da companhia. Isso que a gente tem que separar bem”.
