O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, poderia acompanhar as eleições brasileiras de 2026, desde que respeitasse a soberania nacional. Dias depois, no sábado (25.jul.2026), o governo brasileiro barrou a entrada de representantes norte-americanos que buscavam uma agenda relacionada ao pleito.
O Planalto afirma que não há restrição a missões de observação eleitoral, mas diferencia esse tipo de acompanhamento de reuniões políticas com integrantes de governos estrangeiros.
Durante a convenção do PDT, em 20 de julho, Lula afirmou que qualquer pessoa interessada poderia acompanhar o processo eleitoral brasileiro. “Estou convidando quem quiser vir do mundo para ver as eleições aqui no Brasil. Quem quiser pode vir acompanhar”, disse o presidente.
Na sequência, afirmou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, poderia vir ao país apoiar seu adversário político, desde que respeitasse a soberania nacional. “Se o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte o comitê”, declarou.
A fala foi feita depois do aumento das tensões entre Brasil e Estados Unidos. O governo Lula avalia que as recentes medidas adotadas por Washington têm componente político.
Entre elas estão o novo tarifaço sobre produtos brasileiros, a prorrogação do estado de emergência e as pressões de republicanos sobre temas ligados à moderação de conteúdo.
