O governo brasileiro está considerando acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o veto da União Europeia às carnes nacionais, que entrará em vigor em 3 de setembro. A confirmação foi feita pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em meio a um contexto de tensões comerciais entre o Brasil e o bloco europeu.
Contexto da decisão
A decisão da União Europeia exclui o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. O Itamaraty informou que, caso as negociações bilaterais não sejam revertidas até a data limite, o Brasil está preparado para utilizar os mecanismos de solução de controvérsias da OMC e as cláusulas do acordo Mercosul-União Europeia.
Motivos do veto
A União Europeia justifica sua posição alegando a falta de informações e garantias que comprovem que a pecuária brasileira atende às rigorosas normas do bloco, especialmente em relação ao uso de antimicrobianos.
Busca por novos mercados
Além de recorrer à OMC, o governo brasileiro está buscando diversificar seus mercados. O executivo projeta dobrar o intercâmbio comercial com a Coreia do Sul, que deve enviar uma missão ao Brasil em agosto para discutir a liberação da exportação de carne brasileira.
A Coreia do Sul é um mercado estratégico, com importações anuais de 600 bilhões de dólares.
O Brasil atualmente responde por apenas 1% desse mercado.
O governo brasileiro planeja apresentar propostas de retomada do acordo com a Coreia do Sul na próxima cúpula do Mercosul.
