A falta de laboratórios físicos é um problema para cursos superiores a distância (EAD). Para tentar resolver isso, faculdades passaram a levar aulas práticas para a tela do celular. Grupos como a Vitru Educação já usam realidade aumentada e modelos em 3D, por exemplo. Com a tecnologia, alunos de áreas como Saúde e Exatas conseguem examinar células e estruturas na mesa de casa. A promessa é facilitar o acesso a experiências que, até pouco tempo atrás, exigiam uma bancada real.
Só que esse “laboratório de bolso” esbarra em limites importantes. Especialistas explicaram ao Olhar Digital que a simulação funciona como um treino, mas não ensina o toque nem a memória motora. A tela não passa a sensação de manusear um instrumento de verdade. Além disso, rodar esses aplicativos exige celulares modernos e internet rápida. Na prática, o custo de manter uma estrutura de ensino sai da faculdade e vai para o bolso do estudante.
O ‘simulador de voo’ da educação
Na prática, a ideia é transformar a rotina de estudos em algo dinâmico. Em vez de apenas ler sobre anatomia ou circuitos elétricos, o estudante aponta a câmera do celular para um código QR no material impresso. Em seguida, um modelo em três dimensões surge na tela, que permite ao aluno girar, aproximar e analisar detalhes.
Para fazer isso funcionar em escala, grupos educacionais criaram infraestruturas próprias.
