Árvores caídas, destelhamentos, embarcações atingidas, interrupções no fornecimento de energia e serviços paralisados. Os fortes ventos que atingiram diferentes regiões do Sul e do Sudeste do país nesta semana voltaram a chamar a atenção para um fenômeno recorrente e a confusão entre os nomes usados para descrever estes eventos meteorológicos extremos.
Após a confirmação de um tornado no Rio Grande do Sul e da atuação de uma frente fria que provocou rajadas intensas de vento em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, expressões como tornado, ciclone, furacão e tufão passaram a aparecer lado a lado nas redes sociais e até em relatos de moradores.
No entanto, apesar de todos estarem associados a ventos fortes, eles não significam a mesma coisa. Cada um desses fenômenos possui uma forma específica de formação, atua em ambientes diferentes e apresenta dimensões e tempos de duração próprios.
O termo ciclone é utilizado para designar um sistema de baixa pressão atmosférica, no qual os ventos convergem para um centro de circulação. No Hemisfério Sul, esse movimento ocorre no sentido horário; no Norte, no sentido anti-horário, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
A partir dessa classificação geral, os ciclones recebem nomes diferentes conforme a forma como se desenvolvem.
