A proximidade entre Gianni Infantino e Donald Trump alimenta questionamentos sobre conflitos de interesse no plano da Fifa de atrair investidores privados
Kai Pfaffenbach/REUTERS
"Enquanto vocês dividem, nós unimos", escreveu Gianni Infantino nas redes sociais em 27 de julho, em uma longa mensagem dirigida a seus críticos. Um dia depois, porém, o presidente da Fifa conseguiu unir diferentes setores do futebol internacional contra sua mais recente proposta.
Após reportagens publicadas pelos jornais britânicos The Times e Financial Times, a Fifa confirmou planos para criar uma nova subsidiária, a FIFA Forward Enterprise (FFE). A estrutura permitiria à entidade vender uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados por cerca de 20 bilhões de dólares (R$ 102 bilhões).
Entre os potenciais investidores estaria a Thrive Eternal, empresa liderada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Por que o projeto gera controvérsia?
Além das preocupações com possíveis conflitos de interesse decorrentes da proximidade entre Infantino e Trump, críticos apontam falta de transparência, riscos de corrupção e questionam se a Fifa tem legitimidade para tomar uma decisão dessa dimensão sem ampla consulta às entidades do futebol.
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