O ex-presidente Evo Morales denuncia ser vítima de uma perseguição orquestrada pelo atual governo da Bolívia.
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Os desafios judiciais para o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, não param de aumentar. Nesta quarta-feira (29/7), a Promotoria Departamental de Santa Cruz emitiu uma ordem de prisão contra ele por supostamente incentivar a recente onda de protestos e bloqueios de estradas que paralisaram o país por mais de 50 dias.
Não é a primeira vez que a Justiça boliviana ordena a detenção de Morales. O ex-governante de esquerda, que esteve à frente do país entre 2006 e 2019, rejeitou as acusações e denuncia que elas fazem parte de uma "perseguição política" promovida pelo atual governo do direitista Rodrigo Paz.
"Buscam nos responsabilizar pelas mobilizações sociais para ocultar o verdadeiro drama que vive a Bolívia: uma profunda crise econômica e social, fruto de um modelo que abandonou o povo e protege a corrupção", escreveu o ex-presidente, de 66 anos, em sua conta no X. "Não vão nos intimidar. Continuaremos lutando junto ao povo", advertiu.
Por sua vez, o governo de Paz refutou as acusações de Morales. "Não é o governo que emite a ordem de prisão, é a Justiça", declarou José Luis Gálvez, porta-voz do presidente Paz, ao jornal boliviano "El Deber".
Promotoria na Bolívia ordena a prisão de Evo Morales: quais acusações ele enfrenta e por que o ex-presidente denuncia uma 'brutal guerra judicial'
