A IBM apresentou três demonstrações de vantagem quântica realizadas com a Universidade de Chicago, Qedma e a Algorithmiq nesta quinta-feira (30). Em problemas diferentes, a empresa afirmou que superou os principais métodos clássicos de simulação sem abrir mão de evidências sobre a precisão dos resultados.
Confirmar a precisão de cálculos que já não podem ser reproduzidos por computadores convencionais é um dos principais obstáculos da computação quântica. Com os três experimentos revelados pela companhia ao Canaltech, os pesquisadores propõem caminhos diferentes para enfrentar esse desafio.
“Este marco oferece a cientistas, desenvolvedores e empresas uma nova base para confiar nos computadores quânticos à medida que eles evoluem para resolver problemas muito além do que podemos alcançar de forma clássica”, disse o diretor da IBM Research e IBM Fellow, Jay Gambetta.
Vale ressaltar que as demonstrações não significam necessariamente que os computadores quânticos passaram a superar máquinas convencionais em qualquer tarefa. A vantagem, neste caso, é válida para problemas específicos.
Três experimentos
No primeiro experimento, a IBM e a Universidade de Chicago usaram um novo método de correção de erros para executar 70 qubits lógicos, unidades protegidas contra falhas. A tarefa envolveu 2.415 operações lógicas de dois qubits e 468 portas T, métricas usadas para representar a complexidade do circuito.
