A economia dos Estados Unidos registrou um crescimento anualizado de 1,5% no 2º trimestre de 2026, segundo a estimativa inicial divulgada nesta 5ª feira (30.jul.2026) pelo BEA (Bureau of Economic Analysis).
O resultado representa uma desaceleração ante o 1º trimestre, quando o PIB real do país havia avançado 2,1%. Eis a íntegra (PDF 171 kB, em inglês).
O crescimento foi sustentado pelo aumento nos gastos dos consumidores, nos investimentos e nas exportações. No entanto, esses ganhos foram parcialmente compensados por uma queda nos gastos do governo e pelo aumento das importações, que são subtraídas no cálculo do PIB.
A desaceleração em relação ao trimestre anterior demonstra, em grande parte, a queda dos gastos governamentais e um ritmo menor de crescimento dos investimentos e das exportações.
CONSUMO DAS FAMÍLIAS GANHA FÔLEGO
Um dado positivo para a economia norte-americana foi a aceleração dos gastos dos consumidores. Esse aumento foi distribuído entre bens e serviços:
bens: liderados por produtos não duráveis -especialmente medicamentos sob prescrição- e bens duráveis, como veículos e equipamentos domésticos e móveis;
serviços: os principais contribuintes foram os setores de alimentação e alojamento, além de serviços financeiros e seguros.
Como resultado, as vendas finais reais para compradores domésticos privados -medida que soma o consumo e o investimento fixo privado- saltaram 3,9% no 2º trimestre, contra 1,7% no período anterior.
