Motorista atropela multidão na parada LGBTQIA+ de Berlim
REUTERS/Christian Mang"
"Os adolescentes mais velhos eram modelos. Eles explicavam que existia uma guerra do Ocidente contra o islã e que eu não podia apenas ficar assistindo."
Essa declaração de um ex-integrante da cena radical aparece com destaque na página do Programa de Desligamento do Islamismo (API) do estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália. Desde 2014, esse projeto ajuda pessoas que desejam romper com a cena islamista, incluindo algumas classificadas como ameaças à segurança pública.
"O que observamos nos últimos dois anos é que o público atendido se tornou consideravelmente mais jovem", afirma a assistente social e de desligamento do API, Stefanie Adler (nome alterado pela redação).
"Antes, as pessoas viajavam para a Síria e era mais ou menos claro que haviam se unido ao Estado Islâmico e se radicalizado por lá, na vida real." Hoje, segundo ela, os atendidos são mais jovens, e a radicalização ocorre frequentemente por meio de mídias digitais. "As redes sociais funcionam como aceleradores da radicalização, e isso acontece de forma muito mais rápida."
Após o atentado fatal durante a Marcha do Orgulho LGBTQ+ em Berlim, no sábado passado, atribuído ao islamista Abdul B., de 21 anos, iniciou-se na Alemanha um debate sobre o que fazer para que algo assim não se repita.
Como a Alemanha tenta desradicalizar jovens islamistas
