O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia voltou ao centro das discussões do setor agropecuário nesta quinta-feira (30), ao reunir expectativas de ampliação das exportações brasileiras e preocupações com concorrência externa e barreiras regulatórias. O tratado, negociado ao longo de quase três décadas, prevê redução gradual de tarifas e maior integração comercial entre os dois blocos.
Para o agro brasileiro, a perspectiva é de maior acesso ao mercado europeu para carnes, produtos agrícolas, alimentos processados e mercadorias de maior valor agregado. O efeito, porém, não é homogêneo entre as cadeias produtivas. Parte dos segmentos pode ampliar vendas e diversificar destinos, enquanto outros avaliam risco de aumento das importações e pressão competitiva no mercado interno.
Nesse contexto, ganhou peso a regulamentação das salvaguardas bilaterais pelo Decreto nº 12.866/2026. A norma estabelece regras para investigação e aplicação de medidas de defesa comercial em acordos internacionais, incluindo o tratado entre Mercosul e União Europeia. O mecanismo permite ao Brasil suspender reduções tarifárias, restabelecer tarifas ou criar cotas temporárias quando houver aumento das importações com prejuízo relevante ou ameaça à produção nacional.
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