Os ventos que ultrapassaram 120 km/h no Sudeste assustaram moradores e causaram estragos, como quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no transporte. Por trás da ventania estava um fenômeno meteorológico chamado frente de rajada.
Apesar do nome técnico, a explicação é simples: uma corrente de ar frio avançou rapidamente e empurrou o ar quente que estava sobre a região, criando uma faixa de ventos intensos.
Como funciona uma frente de rajada?
A frente de rajada acontece quando o ar frio, mais pesado, se espalha próximo ao solo e desloca o ar quente que está à frente. Esse movimento cria uma espécie de onda de vento que pode avançar por grandes áreas.
Diferentemente de uma chuva comum, a rajada pode chegar antes da precipitação ou até atingir locais onde quase não chove. O principal efeito é a mudança rápida no comportamento do vento.
No caso do Sudeste, três fatores ajudaram a fortalecer o fenômeno:
O calor e o tempo seco que predominavam na região;
A chegada de ar frio e úmido com a frente fria;
A diferença acentuada de temperatura e umidade entre as massas de ar.
Segundo César Soares, meteorologista da Climatempo, o cenário favoreceu o encontro entre sistemas com características opostas.
“O Sudeste estava muito quente e seco, enquanto havia uma frente fria se formando no Sul do Brasil. O ar mais úmido e frio avançou junto com esse sistema e entrou em choque com o ar mais quente e seco que estava na região”, explica em entrevista ao G1.
