Pavel Durov, presidente-executivo e dono do Telegram, no Mobile World Congress, em Barcelona, em 2016
Albert Gea/Reuters
A Rússia incluiu nesta quinta-feira (30) o fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, na lista de terroristas e extremistas, segundo a agência estatal russa Ria Novosti.
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A designação, anunciada pela agência de monitoramento financeiro da Rússia, a Rosfinmonitoring, é um novo capítulo de uma investida do governo Putin contra Durov e o app de mensagens. Nos últimos meses, o Kremlin vem buscando limitar o Telegram no país após seu dono ter se recusado a remover conteúdos sobre a guerra na Ucrânia.
Segundo a Ria Novosti, pessoas e organizações incluídas na lista de terroristas e extremistas ficam proibidas de interagir com a mídia russa, publicar informações na internet, organizar eventos públicos, participar de eleições e utilizar serviços financeiros no país.
O paradeiro atual de Durov, um russo de 41 anos que com suas ações recentes tem rivalizado com o governo Putin, é desconhecido. Ele chegou a ser preso na França em agosto de 2024, porém foi solto poucos dias depois.
A desingação ocorre um dia após o governo Putin ter acusado formalmente Durov de "facilitar atividades terroristas ucranianas" e emitiu um mandado internacional para sua prisão.
Rússia inclui fundador do Telegram em lista de terroristas e extremistas
