Um novo organograma do PCC (Primeiro Comando da Capital) elaborado por anos pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) revela a estrutura geral da facção, mostrando suas “sintonias” e a dimensão da organização criminosa que está espelhada em 28 países.
Investigadores afirmam que o PCC passou por uma “mutação” ao longo dos anos, saindo do sistema prisional e se organizando como uma verdadeira empresa, com movimentações no mercado formal, participação de advogados e infiltração no poder público. São mais de 40 mil integrantes em todo o Brasil.
De acordo com o organograma, a facção está dividida em nove principais células que possuem diversos subgrupos, evidenciando a influência em todo o território paulista, com destaque para a capital e a Baixada Santista, assim como em todo o país e no exterior.
Sintonia Final Geral: “cúpula” do PCC”, em que Marcola, líder máximo da facção, compõe o grupo com seus homens de confiança. É onde são tomadas as principais decisões da organização, para o Brasil e para o exterior, que orientam as outras sintonias;
Sintonia Restrita: divisão de elite da facção e braço direito da Sintonia Final Geral. Responsável pela execução dos planos de atentado contra autoridades, como Roberto Medina e Lincoln Gakiya;
Sintonia dos Gravatas: composta por advogados que, a partir da prerrogativa de sigilo, transmitem informações de faccionados presos para integrantes em liberdade.
