A AGCO, dona das marcas de máquinas agrícolas Valtra, Fendt e Massey Ferguson, registrou lucro líquido de US$ 74,8 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 76,2% em relação aos US$ 314,4 milhões apurados no mesmo período do ano anterior.
A receita líquida somou US$ 2,6 bilhões entre abril e junho, recuo de 1% na comparação anual.
Em comunicado, o presidente e CEO da empresa, Eric Hansotia, afirmou que os agricultores adotaram uma postura mais cautelosa na compra de máquinas em razão da elevação dos custos de produção e das incertezas em relação à demanda. Segundo ele, a companhia continua ajustando os níveis de produção à demanda do mercado, administrando os estoques da rede de concessionárias e mantendo controle sobre despesas operacionais e capital de giro.
Hansotia afirmou ainda que a empresa revisou suas perspectivas para o restante do ano em razão de condições do mercado mais fracas do que o esperado, das oscilações cambiais e do ambiente macroeconômico.
“Os agricultores continuam enfrentando pressão de custos operacionais elevados, economia agrícola desigual e incerteza macroeconômica, o que resulta em adiamento dos investimentos em máquinas e pouca visibilidade sobre a recuperação da demanda”, disse em comunicado.
No acumulado do primeiro semestre, a AGCO registrou receita líquida de aproximadamente US$ 5 bilhões, alta de 5,7% sobre igual período de 2025. Desconsiderando o efeito positivo da variação cambial, o avanço foi de 0,5%.
