A economia da zona do euro cresceu mais do que o esperado no segundo trimestre já que o aumento dos investimentos em IA, os gastos governamentais generosos e vários fatores pontuais mais do que compensaram o impacto negativo dos altos custos de energia e da guerra no Irã.
A economia dos 21 países que adotam o euro cresceu 0,4% em relação ao trimestre anterior, superando a expectativa de 0,2% em pesquisa da Reuters, já que muitos dos maiores países do bloco apresentaram desempenho acima do esperado, segundo dados divulgados pelo Eurostat nesta quinta-feira (30).
Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o crescimento no bloco de 360 milhões de pessoas acelerou para 1%, contra expectativa de 0,5%, conforme alguns números anteriores de crescimento também foram revisados para cima.
Inicialmente, esperava-se que o segundo trimestre marcasse o início de uma recuperação após um ano difícil e turbulento para a Europa. No entanto, os custos crescentes da energia minaram grande parte do ímpeto, e a maioria dos analistas agora prevê um crescimento anual inferior a 1% neste ano, abaixo do potencial já bastante reduzido do bloco.
Embora o crescimento tenha sido melhor do que o previsto no trimestre, ele continua fraco e contrasta fortemente com o boom contínuo nos Estados Unidos, cuja economia provavelmente crescerá mais de 2% este ano, impulsionada em parte pelos gastos excessivos e potencialmente insustentáveis do setor privado com inteligência artificial.
