O presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Sheikh Salman bin Ebrahim Al-Khalifa, classificou como “totalmente inaceitável” a falta de consulta por parte da Fifa sobre seu plano de vender participações na Copa do Mundo a investidores privados, afirmando que a medida prejudica a estrutura continental existente do esporte.
Os comentários, de uma franqueza incomum para o dirigente bareinita, constam em uma carta enviada nesta quinta-feira (30) às 47 federações nacionais de futebol filiadas à entidade regional, documento ao qual a Reuters teve acesso.
Na terça (28), a Fifa anunciou planos de criar uma subsidiária comercial avaliada em 20 bilhões de dólares (cerca de R$ 102 bilhões) para gerir a Copa do Mundo e outros eventos, o que gerou críticas de confederações regionais, incluindo a AFC, que alegaram ter sido pegas de surpresa pelo anúncio.
“A AFC registra com grande preocupação e decepção o fato de não ter sido consultada pela Fifa, em qualquer nível, antes do anúncio público desta proposta”, escreveu o Sheikh Salman.
“Além disso, não houve qualquer análise detalhada, seja de governança, financeira ou jurídica, da proposta e de suas possíveis repercussões, o que é totalmente inaceitável.
