Segundo o Itamaraty, 35 brasileiros foram mortos e outros 92 desapareceram no conflito enquanto lutavam a serviço da Ucrânia
Diego Herrera Carcedo/Anadolu/picture alliance
Não é incomum ouvir português em áreas sob controle militar ucraniano. Agora, após uma reforma nos contratos e nos salários oferecidos a combatentes, as autoridades de Kiev esperam ampliar ainda mais a participação de estrangeiros na guerra contra a Rússia, inclusive de brasileiros.
Embora os números exatos sejam mantidos em sigilo por razões estratégicas, diferentes elementos apontam para uma presença significativa de brasileiros no conflito. Um deles é a existência de uma companhia militar formada majoritariamente por falantes de português e liderada por brasileiros.
Nas redes sociais, os canais oficiais de recrutamento de estrangeiros da Ucrânia publicam regularmente conteúdos em português, muitos deles convidando brasileiros a aderirem às forças ucranianas.
Outro indício são as contagens não oficiais de mortos e desaparecidos baseadas em anúncio públicos disponíveis na internet, que colocam o Brasil entre os países com maior número de combatentes estrangeiros mortos na guerra. Durante a apuração desta reportagem, o país aparecia na terceira posição, com mais de 100 mortes, atrás de Estados Unidos e Colômbia.
Dados parecidos também são citados pelo Itamaraty, que confirmou 92 brasileiros desaparecidos e 35 óbitos. O número mais que dobrou desde dezembro do ano passado.
Brasileiros estão entre estrangeiros que mais morrem na guerra na Ucrânia
