A diretora-executiva da Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário), Cândida Cervieri, disse que o setor de móveis “não é uma ameaça à soberania” dos EUA.
“Não é a indústria de móveis que significa essa ameaça à soberania e que invocaria a defesa da indústria norte-americana”, declarou a executiva em entrevista ao Poder360 sobre as novas tarifas impostas pelos EUA.
Cândida Cervieri afirmou que, mesmo com o tarifaço que os EUA impuseram em 2025, o setor conseguiu continuar suas exportações ao país norte-americano porque as indústrias assumiram um percentual de custo e os parceiros comerciais dos EUA também.
“Agora, depois de um ano, não tem mais como. Há cerca de 160 empresas que já estão num processo de diminuição de efetivo humano. Isso tira a nossa competitividade. Achamos isso injusto porque é um setor que foi eficiente, que trabalhou a sua competitividade, a sua capacidade de inovação, o seu valor agregado e, em função de uma política comercial, é afetado muito rapidamente”, disse Cândida Cervieri.
Segundo a executiva, em 2025, o setor teve queda de R$ 190 milhões nas exportações. Em 2026, o segmento já teve nos 4 primeiros meses uma queda de 41%.
“Uma tarifa agora de 37,5% praticamente fecha o mercado. Tudo aquilo que era exportado deixa de ser um bom negócio tanto para a indústria brasileira como para a indústria americana, dos parceiros comerciais.
