Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado por São Paulo, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ignorou não só os avanços no combate ao desmatamento no Brasil como também os avisos dos órgãos e agências dos EUA, como a Nasa, para justificar as tarifas implementadas em junho de 2026.
“O ano utilizado para apontar o desmatamento é 2021, justamente o pico do desmatamento no governo Jair Bolsonaro. Ou seja, além de negacionista, é desinformado”, afirmou a ex-ministra em entrevista ao Poder360.
Marina reforçou os resultados obtidos na gestão Lula. Dados do Deter (Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real), divulgados em julho de 2026, mostram redução de 61,4% no desmatamento da Amazônia em maio, ante o mesmo mês de 2025. É a maior queda da série histórica. E de agosto de 2025 a maio de 2026, o recuo foi de 37,5%.
“O ministério está estruturado, dando excelentes resultados, tanto na agenda de combate a incêndio, como na agenda de enfrentamento do desmatamento, agenda de desenvolvimento sustentável. Fizemos o plano de transformação ecológica, o Plano Clima”, declarou.
O Brasil encerrou 2025 com redução de cerca de 50% no número de focos de incêndio em relação a 2024. Mas o 1º semestre de 2026 teve 19.462 focos, uma alta de 0,96% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 19.277 ocorrências. Os dados são do sistema BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
