O presidente da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), assinou um decreto que determina a proibição da entrada no país ou a expulsão de estrangeiros que promovam ou incentivem mensagens de ódio, discriminação e violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade.
A decisão foi anunciada na 4ª feira (29.jul.2026) pelo Gabinete da Presidência argentina, que afirmou que a medida responde às “recentes manifestações de hostilidade” contra o país.
O anúncio foi feito dias depois de declarações feitas por Milei durante a convenção do Partido Liberal, realizada no último sábado (25.jul), em São Paulo. O evento oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. Em seu discurso, o líder argentino chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “presidiário” e “lixo socialista”.
A fala de Milei levou o governo brasileiro a convocar o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para prestar esclarecimentos. O embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli, também foi chamado para consultas em Brasília.
Este decreto também foi assinado e divulgado dias depois de Milei declarar que os governos do Brasil e do México, além do Partido Democrata dos Estados Unidos, estão por trás de uma “campanha anti-argentina”. Milei disse a uma rádio argentina no último domingo (26.jul), sem apresentar provas, que o governo brasileiro teria financiado cerca de 25% dessa suposta ofensiva.
