O filósofo Denis Rosenfield é um crítico duro da atual polarização e dos dois campos responsáveis por esse cenário. Para superá-la, como explicou em entrevista à CNN Brasil, ele considera necessário o surgimento de uma nova direita que marque diferença em relação às quase duas décadas de gestões petistas e também que rompa com as ideias da família Bolsonaro e conceda anistia ao ex-presidente.
“Eu acho que, no fundo, o que a família Bolsonaro quer é tirar o pai da prisão - da prisão domiciliar agora. O que eles querem agora, precisamente, é a anistia”, pontua Rosenfield.
A ideia seria criar uma chapa unificada para disputar as eleições presidenciais que apresentasse novos projetos. Ele usa como exemplo uma junção entre os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) com Renan Santos (Missão) e o ex-presidente Michel Temer, segundo ele “uma figura que congrega e daria esse sentido de unidade no país”.
Na avaliação de Rosenfield, a chapa unificada se tornaria competitiva para disputar com a gestão petista, que ele diz passar por uma crise fiscal e um processo de estagnação do país.
Confira abaixo a entrevista na íntegra.
CNN: No artigo “Por uma nova direita”, o senhor afirma que é urgente o surgimento de uma direita “com contornos claros e isenta dos problemas que têm surgido em sua encarnação pela família Bolsonaro”. Na prática, como seria essa nova direita? Quais características programáticas, institucionais e de liderança ela deveria reunir?
