A Novilho Coop movimentou R$ 39 milhões em negociações coletivas de insumos na pecuária em 2026, superando os R$ 25 milhões registrados em todo o ano passado. As operações realizadas pela cooperativa já geraram uma economia de R$ 7,4 milhões aos cooperados do estado do Mato Grosso do Sul e a expectativa é encerrar o ano com cerca de R$ 50 milhões negociados. Para 2027, a meta é alcançar R$ 100 milhões em operações.
O crescimento das negociações reflete uma mudança na organização da pecuária. Em vez de cada produtor negociar individualmente fertilizantes, nutrição animal, suplementos e demais insumos, a cooperativa reúne toda a demanda, promove concorrências entre fornecedores e fecha contratos de fornecimento de médio prazo. Com maior escala, os cooperados conseguem preços mais competitivos, enquanto as empresas passam a contar com previsibilidade nas vendas ao longo do ano.
Segundo o presidente da Associação do Novilho Precoce, Rafael Gratão, o modelo permite que propriedades de menor porte tenham acesso às mesmas condições comerciais dos grandes pecuaristas.
“A gente costuma falar que o produtor pequeno consegue negociar igual a um grande produtor. Ou seja, a cooperativa faz com que o pequeno se torne um grande negociador no mercado”, informou.
O dirigente explica que a negociação coletiva beneficia toda a cadeia produtiva.
