A Procuradoria-Geral da Bolívia emitiu um novo mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusando-o de terrorismo e insurreição armada por supostamente incitar os protestos que tomaram conta do país nas últimas semanas, anunciou o próprio ex-presidente nesta quarta-feira em sua conta na rede social X.
Morales, que governou a Bolívia de 2006 a 2019, rejeitou as acusações e afirmou que o governo está tentando culpá-lo, juntamente com o movimento que lidera, “pelas mobilizações sociais para encobrir a verdadeira tragédia que a Bolívia enfrenta: uma profunda crise econômica e social, resultado de um modelo que abandonou o povo e protege a corrupção”.
“Eles não nos intimidarão. Continuaremos lutando ao lado do povo, como sempre fizemos, com a convicção de que a Bolívia merece um caminho diferente: um caminho de dignidade, soberania, justiça social e restauração da esperança para todos”, acrescentou.
O mandado de prisão foi expedido pelo procurador Brayan Melgar e decorre de uma denúncia apresentada no departamento de Santa Cruz, no leste da Bolívia, segundo reportagem da agência de notícias EFE.
A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral da República da Bolívia para obter mais informações sobre o caso e aguarda resposta. A CNN também contatou a equipe de Morales e o Ministério da Presidência da Bolívia para comentar o assunto.
