Como as guerras da Ucrânia e do Irã se cruzam
Irã deve receber nas próximas semanas o primeiro lote de até 400 lançadores portáteis de mísseis antiaéreos fabricados na China, segundo três fontes com conhecimento do acordo ouvidas pela Reuters. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (29).
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A compra faz parte dos esforços de Teerã para reforçar a própria defesa após meses de guerra com Estados Unidos e Israel.
Avaliado entre US$ 60 milhões e US$ 70 milhões, o contrato é um dos maiores já conhecidos para fortalecer as defesas aéreas de curto alcance do Irã desde o início do conflito. A guerra expôs fragilidades do país na proteção de instalações militares e de infraestrutura estratégica.
Segundo as fontes, o acordo prevê a compra de entre 300 e 400 sistemas portáteis de defesa antiaérea (MANPADS, na sigla em inglês), incluindo os modelos chineses QW-12 e FN-16.
Os mísseis QW-12 e FN-16 são lançados do ombro e guiados por infravermelho.
Eles foram projetados para atingir aeronaves em baixa altitude, helicópteros e drones, podendo ser deslocados rapidamente para proteger bases militares, instalações de energia e outros alvos estratégicos.
O contrato foi assinado com a Zhongqing Baoshang International Investment, empresa sediada em Hong Kong que, segundo as fontes, atuou como intermediária entre o governo iraniano e o fornecedor chinês.
As fontes falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do tema.
Irã deve receber até 400 mísseis antiaéreos chineses nas próximas semanas, diz agência
