O ministro Alexandre de Moraes tem preservado influência sobre o cenário eleitoral mesmo fora do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O magistrado foi um dos protagonistas do pleito de 2022 como presidente da corte eleitoral e, neste ano, a relatoria de casos relevantes no STF (Supremo Tribunal Federal) o mantém como um ator relevante na disputa política.
Um deles diz respeito ao inquérito que apura a interferência das facções no Legislativo e no Executivo do Rio de Janeiro e que levaram a decisões que mexeram no tabuleiro eleitoral fluminense. O ex-governador Cláudio Castro (PL), por exemplo, retirou a candidatura ao Senado após ser alvo de mandado de busca e apreensão e o companheiro de chapa na briga pelo Senado, Márcio Canella (União-RJ), pode ter o mesmo destino após revés imposto por Moraes.
No âmbito nacional, o ministro se antecipou ao TSE e cobrou de Jair Bolsonaro (PL) explicações sobre a divulgação de um vídeo do ex-presidente na convenção do PL (Partido Liberal). Antes disso, havia acionado a Procuradoria-Geral Eleitoral sobre suposta campanha antecipada do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela leitura de uma carta em que seu pai pedia apoio à candidatura do filho a presidente.
As decisões foram tomadas no âmbito da execução de pena de Bolsonaro relatada por ele. No mesmo processo, ele também vetou novas manifestações políticas do ex-chefe do Executivo e suspendeu visitas de Flávio ao pai por 90 dias, prazo que se encerra após o primeiro turno da eleição.
