A parte da dívida administrada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresenta expansão acelerada e registra alta de aproximadamente R$ 7,9 bilhões por dia corrido. O avanço nominal foi de R$ 235,7 bilhões ao longo dos 30 dias de junho.
Os dados constam no RMD (Relatório Mensal da Dívida), divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta 4ª feira (29.jul.2026). Eis a íntegra da apresentação (PDF - 1 MB).
O cenário preocupa porque a despesa elevada para financiar a máquina pública reduz o orçamento disponível para investimentos e pressiona a economia nacional.
De acordo com o documento oficial, a elevação diária fez o estoque total do endividamento da União atingir R$ 9,268 trilhões no encerramento do 1º semestre.
O resultado de junho tem relação direta com as operações no mercado financeiro. A expansão da dívida estabelece a fatura das emissões líquidas, que fecharam o período em R$ 142,25 bilhões. A alta também reflete a apropriação de R$ 93,48 bilhões em juros no período. No acumulado de 2026, a conta aumentou R$ 633,3 bilhões, o equivalente a um crescimento de 7,33%.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, declarou que o país lida com incertezas externas. A parcela dos títulos atrelados à taxa Selic aumentou para 49,32% da dívida.
Os agentes financeiros procuram esses papéis de remuneração flutuante para proteger os investimentos.
