Flamengo e Botafogo acompanham a situação de Luiz Henrique, que pode deixar o Zenit pouco mais de um ano após trocar o futebol brasileiro pela Rússia. Se a transferência se confirmar, o jogador que disputou a Copa do Mundo de 2026 pode ter a oportunidade de escapar de um país que, nos últimos anos, passou a frear a trajetória de diversos brasileiros.
O termo “cemitério de brasileiros” parece exagerado à primeira vista. Afinal, o problema nunca foi o desempenho dentro do Zenit, que já foi lar de, ao todo, 20 brasileiros.
Entre eles, Hulk, em outra época, virou ídolo. Douglas Santos se tornou capitão da equipe e voltou à seleção brasileira, Malcom somou bons números e a dupla Claudinho e Wendel brilhou no Campeonato Russo durante anos. Todavia, a carreira desses jogadores praticamente deixou de evoluir para grandes cenários após a chegada ao clube.
A ascenção e a queda da Rússia
Durante boa parte dos anos 2000 e início da década passada, o Zenit era uma das portas de entrada para a elite do futebol europeu. A equipe de São Petesburgo disputava frequentemente a Champions League, enfrentava os principais clubes do continente e servia de vitrine para transferências ainda maiores.
Esse contexto começou a mudar ainda na década de 2010. Com a anexação da Criméia, a desvalorização do rublo e o fim dos projetos bilionários, clubes como Anzhi e Rubin Kazan reduziram a atratividade da liga.
