Uma falha de segurança cibernética no “Click to Pray”, o aplicativo e site oficial de orações do Vaticano, expôs dados pessoais de mais de 700 mil usuários. Revelada na última sexta-feira (24) pelo veículo especializado Dark Reading e pelo pesquisador de segurança conhecido como BobDaHacker, a brecha no sistema ocorreu devido a um endpoint de API não autenticado. O erro permitiu que qualquer pessoa com um navegador web comum recuperasse informações de contas registradas sem a necessidade de efetuar login ou digitar uma senha.
O “Click to Pray” pertence à Rede Mundial de Oração do Papa e teve o desenvolvimento assinado pela agência de comunicação La Machi. O serviço disponibiliza orações diárias e conteúdos do Pontífice para dispositivos Android, iOS e navegadores web, e acumula registros em quase todos os países do mundo.
O aplicativo foi lançado em 2019 pelo Pontífice antecessor do Papa Leão XIV, o Papa Francisco, e alcançou a marca de 719.517 contas ativas em julho de 2026.
Silêncio de seis meses e a correção do erro
O problema foi identificado originalmente em 3 de janeiro de 2026 pelo pesquisador BobDaHacker. Na ocasião, o especialista notificou a equipe do aplicativo e membros da fundação do Vaticano por e-mail, porém não obteve resposta ao longo de mais de seis meses. Sem retorno, o caso foi encaminhado para a imprensa especializada.
