O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) negou o pedido de urgência feito pela defesa do vereador Beto Castro (Avante) para suspender a ação penal em que ele é réu.
Com a decisão, tomada pelo desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, o processo continua tramitando normalmente e os bens do parlamentar seguem bloqueados.
Beto Castro é acusado pelo Ministério Público de fazer parte de uma organização criminosa dividida em quatro setores (institucional, empresarial, político e armado). Ele responde por crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro.
As acusações contra o vereador
Segundo as investigações do Ministério Público (GAECO), o parlamentar integraria o setor político do grupo. Entre as irregularidades apontadas estão:
Repasses a familiares: Envio de valores suspeitos para a conta da esposa do vereador.
Uso de empresa: Transferências para o posto de combustíveis do casal, somando R$ 338 mil rastreados.
Dinheiro apreendido: Encontro de R$ 315,9 mil em espécie dentro de uma caixa de papelão na casa do vereador durante operação policial.
O que diz a defesa
No pedido enviado ao tribunal, os advogados de Beto Castro pediram a paralisação do processo alegando que:
As emendas parlamentares citadas na acusação foram enviadas por outros vereadores, e não por ele.
A busca feita em sua casa seria nula por falha no mandado judicial.
O patrimônio da família é compatível com os lucros das empresas do casal.
